Comparação científica
GHRP-6 vs IGF-1 LR3
Critérios objetivos lado a lado: mecanismo, objetivos de uso, grau de evidência, status regulatório e alertas de risco — a partir das fichas verificadas da Enciclopédia dos Peptídeos.
Diferença em 30 segundos
O essencial entre GHRP-6 e IGF-1 LR3 antes da tabela completa.
- Para que serve: GHRP-6: ganho de massa. IGF-1 LR3: ganho de massa.
- Como age: GHRP-6: É um agonista completo do receptor GHS-R1a — ele se liga ao interruptor e o aciona com força total.. IGF-1 LR3: É um agonista completo do receptor de IGF-1 — ele se liga ao interruptor e o aciona com força total…
- Força da evidência: GHRP-6: grau B (16 referência(s)). IGF-1 LR3: grau C (5 referência(s)).
- Situação regulatória: GHRP-6: ANVISA Não aprovado. IGF-1 LR3: ANVISA Não aprovado.
- Via de uso: GHRP-6: Pó liofilizado em frascos de 5 mg e 10 mg.. IGF-1 LR3: Pó liofilizado em frascos de 1 mg, 5 mg e 10 mg..
Visão geral
GHRP-6
Por ser um hexapeptídeo com vários aminoácidos não naturais, o nome oficial é complexo e raramente usado.
IGF-1 LR3
Por ser uma proteína de 83 aminoácidos, o nome oficial é imenso e nunca é usado na prática.
Comparação lado a lado
Modo compacto: toque em um critério para ver os dois peptídeos lado a lado.
Nome científico
GHRP-6: Não informado
IGF-1 LR3: Não informado
Categoria
GHRP-6: Performance
IGF-1 LR3: Performance
Objetivos de uso
GHRP-6: Ganho de massa
IGF-1 LR3: Ganho de massa
Grau de evidência
GHRP-6: B
IGF-1 LR3: C
Status ANVISA
GHRP-6: Não aprovado
IGF-1 LR3: Não aprovado
Status FDA
GHRP-6: Não informado
IGF-1 LR3: Não informado
Status EMA
GHRP-6: Não informado
IGF-1 LR3: Não informado
Status WADA
GHRP-6: Não informado
IGF-1 LR3: Não informado
Receptores / alvos
GHRP-6: O GHRP-6 se conecta ao receptor de grelina (GHS-R1a), o mesmo "interruptor" ativado pelo GHRP-2 e Ipamorelin. Ele também se liga a um segundo receptor, o CD36 — o único GHRP desta coleção com afinidade dual.
IGF-1 LR3: O IGF-1 LR3 se conecta ao receptor de IGF-1 (IGF-1R), presente na superfície das células musculares e de outros tecidos. Pode também se ligar ao receptor de insulina, mas com menor afinidade.
Tipo de ação
GHRP-6: É um agonista completo do receptor GHS-R1a — ele se liga ao interruptor e o aciona com força total.
IGF-1 LR3: É um agonista completo do receptor de IGF-1 — ele se liga ao interruptor e o aciona com força total, estimulando o crescimento celular.
Via de sinalização
GHRP-6: Ao ativar o GHS-R1a, o GHRP-6 aciona a via da fosfolipase C (PLC), que aumenta o cálcio dentro da célula e ativa a proteína quinase C (PKC), culminando na liberação de GH.
IGF-1 LR3: Ao ativar o receptor de IGF-1, o LR3 aciona duas vias principais: a via PI3K/Akt (que promove crescimento e sobrevivência celular) e a via MAPK/ERK (que estimula a proliferação celular). É como ligar dois motores ao mesmo tempo.
Tecidos-alvo
GHRP-6: O alvo primário é a hipófise, que libera GH. O GHRP-6 também age no hipotálamo, estimulando fortemente o apetite — efeito mais pronunciado que em qualquer outro GHRP desta coleção.
IGF-1 LR3: O principal alvo é o músculo esquelético, onde estimula o crescimento das fibras musculares (hipertrofia). Mas o LR3 age em praticamente todos os tecidos: ossos, cartilagem, intestino, fígado, rins e cérebro.
Apresentações e via de uso
GHRP-6: Pó liofilizado em frascos de 5 mg e 10 mg.
IGF-1 LR3: Pó liofilizado em frascos de 1 mg, 5 mg e 10 mg.
Timing de administração
GHRP-6: Em jejum para máxima liberação de GH. Para apetite, administrar 30–60 minutos antes das refeições. A injeção noturna é a mais importante para o eixo GH.
IGF-1 LR3: Pós-treino, com uma refeição contendo carboidratos (para evitar hipoglicemia) e proteínas (para síntese proteica). NUNCA administrar em jejum.
Meia-vida
GHRP-6: Cerca de 2,5 horas (fase de eliminação) — a meia-vida mais longa entre os GHRPs peptídicos desta coleção (GHRP-2: ~33 min; Ipamorelin: ~2h).
IGF-1 LR3: Aproximadamente 20-30 horas (alguns fabricantes citam até 56-72 horas). É uma meia-vida longa, que permite injeções a cada 1-3 dias.
Dose mínima eficaz
GHRP-6: Em estudos clínicos diagnósticos, 1 µg/kg IV é suficiente para liberar GH. Para efeito orexigênico, doses SC a partir de 100 µg são eficazes.
IGF-1 LR3: Em estudos com animais, doses de 5 µg/kg/hora em infusão já mostraram efeitos. Para uso humano, as doses empíricas partem de 20-40 µg por dia.
Efeitos adversos comuns
GHRP-6: Sensação de calor ou rubor facial (flushing), aumento intenso do apetite (fome), e reações no local da injeção. O aumento do apetite é o efeito mais característico e diferencia o GHRP-6 de todos os outros.
IGF-1 LR3: Hipoglicemia (queda de açúcar no sangue), especialmente se administrado sem comida. Dor e vermelhidão no local da injeção. Retenção de líquidos (inchaço).
Contraindicações
GHRP-6: Câncer ativo, gravidez e lactação, hipercortisolismo não controlado (Síndrome de Cushing), hiperprolactinemia não controlada.
IGF-1 LR3: Câncer ativo ou história de câncer (risco teórico de promoção via IGF-1R), gravidez e amamentação, hipoglicemia não controlada.
Interações medicamentosas
GHRP-6: Cuidado com glicocorticoides e insulina. O GHRP-6 pode, em teoria, interagir com receptores opioides, dada sua origem em análogos da met-encefalina.
IGF-1 LR3: Cuidado com insulina e hipoglicemiantes (risco de hipoglicemia aditiva). Corticoides antagonizam os efeitos anabólicos. AINEs podem reduzir a eficácia.
Exige receita médica
GHRP-6: A venda para uso humano é ilegal no Brasil.
IGF-1 LR3: A venda para uso humano é ilegal no Brasil.
Alerta de risco
GHRP-6: Sem alerta registrado
IGF-1 LR3: Sem alerta registrado
Referências científicas
GHRP-6: 16
IGF-1 LR3: 5
Perguntas frequentes
Qual é a diferença entre GHRP-6 e IGF-1 LR3?
GHRP-6 pertence à categoria Performance e é estudada para ganho de massa. Mecanismo: É um agonista completo do receptor GHS-R1a — ele se liga ao interruptor e o aciona com força total. IGF-1 LR3 pertence à categoria Performance e é estudada para ganho de massa. Mecanismo: É um agonista completo do receptor de IGF-1 — ele se liga ao interruptor e o aciona com força total, estimulando o crescimento celular. A diferença prática está no alvo biológico, no objetivo de uso e na força da evidência disponível para cada uma.
Qual das duas tem evidência científica mais forte, GHRP-6 ou IGF-1 LR3?
Na Enciclopédia dos Peptídeos, GHRP-6 está classificada com grau de evidência B e reúne 16 referência(s) verificada(s); IGF-1 LR3 está com grau C e 5 referência(s). O grau A indica estudos clínicos consistentes em humanos, B evidência moderada ou parcial e C evidência preliminar, pré-clínica ou conflitante. Grau maior significa mais certeza sobre o efeito descrito — não significa que a substância seja mais segura ou indicada para você.
GHRP-6 ou IGF-1 LR3: qual funciona melhor?
Não existe resposta única. A eficácia depende do desfecho avaliado (composição corporal, glicemia, recuperação tecidual, sono, entre outros), da dose, do tempo de uso e do perfil de cada pessoa. GHRP-6 é estudada sobretudo para ganho de massa. IGF-1 LR3 é estudada sobretudo para ganho de massa. Comparar as duas só faz sentido dentro do mesmo objetivo e com o mesmo desfecho clínico medido.
GHRP-6 e IGF-1 LR3 são seguras? Quais os efeitos colaterais?
GHRP-6: Sensação de calor ou rubor facial (flushing), aumento intenso do apetite (fome), e reações no local da injeção. O aumento do apetite é o efeito mais característico e diferencia o GHRP-6 de todos os outros. IGF-1 LR3: Hipoglicemia (queda de açúcar no sangue), especialmente se administrado sem comida. Dor e vermelhidão no local da injeção. Retenção de líquidos (inchaço). Nenhuma das duas deve ser usada sem avaliação e acompanhamento médico.
Existem contraindicações para GHRP-6 ou IGF-1 LR3?
GHRP-6: Câncer ativo, gravidez e lactação, hipercortisolismo não controlado (Síndrome de Cushing), hiperprolactinemia não controlada. IGF-1 LR3: Câncer ativo ou história de câncer (risco teórico de promoção via IGF-1R), gravidez e amamentação, hipoglicemia não controlada. Interações medicamentosas relatadas — GHRP-6: Cuidado com glicocorticoides e insulina. O GHRP-6 pode, em teoria, interagir com receptores opioides, dada sua origem em análogos da met-encefalina; IGF-1 LR3: Cuidado com insulina e hipoglicemiantes (risco de hipoglicemia aditiva). Corticoides antagonizam os efeitos anabólicos. AINEs podem reduzir a eficácia. Gestação, lactação, histórico oncológico e doenças crônicas descompensadas exigem avaliação individual antes de qualquer uso.
Como cada uma é administrada e qual a duração do efeito?
GHRP-6: apresentação e via de uso — Pó liofilizado em frascos de 5 mg e 10 mg; meia-vida — Cerca de 2,5 horas (fase de eliminação) — a meia-vida mais longa entre os GHRPs peptídicos desta coleção (GHRP-2: ~33 min; Ipamorelin: ~2h). IGF-1 LR3: apresentação e via de uso — Pó liofilizado em frascos de 1 mg, 5 mg e 10 mg; meia-vida — Aproximadamente 20-30 horas (alguns fabricantes citam até 56-72 horas). É uma meia-vida longa, que permite injeções a cada 1-3 dias. A meia-vida influencia a frequência das aplicações e a estabilidade dos níveis no organismo.
GHRP-6 e IGF-1 LR3 são aprovadas pela ANVISA e liberadas para atletas?
Status regulatório de GHRP-6: ANVISA — Não aprovado; FDA — não informado nas fontes verificadas; EMA — não informado nas fontes verificadas; WADA — não informado nas fontes verificadas. Status regulatório de IGF-1 LR3: ANVISA — Não aprovado; FDA — não informado nas fontes verificadas; EMA — não informado nas fontes verificadas; WADA — não informado nas fontes verificadas. Substâncias listadas pela WADA podem gerar sanção em atletas sujeitos a controle antidoping, mesmo com uso terapêutico.
É possível usar GHRP-6 e IGF-1 LR3 juntas?
A combinação de peptídeos não tem, na maioria dos casos, ensaios clínicos que sustentem segurança e benefício adicional. Somar substâncias soma também riscos e efeitos adversos. Qualquer associação deve ser decidida e monitorada por um profissional habilitado.
Como escolher entre GHRP-6 e IGF-1 LR3?
Comece pelo objetivo clínico, depois avalie o grau de evidência, o perfil de segurança, a via de administração, o status regulatório e o custo do acompanhamento. Esta comparação é informativa e educacional, sem finalidade de prescrição ou recomendação de uso.
Conteúdo informativo e educacional, sem finalidade de prescrição. Dose, indicação e acompanhamento devem ser definidos por um profissional habilitado.
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