Comparação científica

Vilon (Lys-Glu) vs Glutationa (GSH)

Critérios objetivos lado a lado: mecanismo, objetivos de uso, grau de evidência, status regulatório e alertas de risco — a partir das fichas verificadas da Enciclopédia dos Peptídeos.

Diferença em 30 segundos

O essencial entre Vilon (Lys-Glu) e Glutationa (GSH) antes da tabela completa.

  • Para que serve: Vilon (Lys-Glu): anti-envelhecimento. Glutationa (GSH): anti-envelhecimento.
  • Como age: Vilon (Lys-Glu): Não se classifica como agonista ou antagonista. É um biorregulador epigenético — ele regula a expressão de genes do sistema imunológico sem ativar ou bloquear receptores de superfície.. Glutationa (GSH)…
  • Força da evidência: Vilon (Lys-Glu): grau C (12 referência(s)). Glutationa (GSH): grau A (9 referência(s)).
  • Situação regulatória: Vilon (Lys-Glu): ANVISA Não aprovado. Glutationa (GSH): ANVISA Aprovado ANVISA.
  • Via de uso: Vilon (Lys-Glu): Pó liofilizado (branco) em frascos de 5-50 mg (mercado cinza). Cápsulas orais (mercado russo).. Glutationa (GSH): Cápsulas orais (GSH reduzida, 250-500 mg), comprimidos sublinguais,…
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Visão geral

Vilon (Lys-Glu)

O nome oficial é L-lisil-L-glutamato, mas felizmente todos o chamam apenas de Vilon ou KE.

Glutationa (GSH)

O nome oficial é γ-L-glutamil-L-cisteinil-glicina, mas todos a chamam apenas de glutationa.

Comparação lado a lado

Modo compacto: toque em um critério para ver os dois peptídeos lado a lado.

Nome científico

Vilon (Lys-Glu): Não informado

Glutationa (GSH): Não informado

Categoria

Vilon (Lys-Glu): Longevidade

Glutationa (GSH): Longevidade

Objetivos de uso

Vilon (Lys-Glu): Anti-envelhecimento

Glutationa (GSH): Anti-envelhecimento

Grau de evidência

Vilon (Lys-Glu): C

Glutationa (GSH): A

Status ANVISA

Vilon (Lys-Glu): Não aprovado

Glutationa (GSH): Aprovado ANVISA

Status FDA

Vilon (Lys-Glu): Não informado

Glutationa (GSH): Não informado

Status EMA

Vilon (Lys-Glu): Não informado

Glutationa (GSH): Não informado

Status WADA

Vilon (Lys-Glu): Não informado

Glutationa (GSH): Não informado

Receptores / alvos

Vilon (Lys-Glu): O Vilon não age em um receptor de superfície celular clássico. Assim como outros peptídeos Khavinson, ele penetra na célula e atua no núcleo, ligando-se diretamente ao DNA e regulando a expressão de genes. Ele também modula a via da esfingomielina, um importante sistema de sinalização celular nos linfócitos.

Glutationa (GSH): A glutationa não age em um receptor, mas sim como um "escudo químico" dentro das células. Seu grupo tiol (-SH) neutraliza diretamente os radicais livres, regenera outros antioxidantes (vitaminas C e E), e se liga a toxinas para eliminá-las do corpo.

Tipo de ação

Vilon (Lys-Glu): Não se classifica como agonista ou antagonista. É um biorregulador epigenético — ele regula a expressão de genes do sistema imunológico sem ativar ou bloquear receptores de superfície.

Glutationa (GSH): Não se classifica como agonista ou antagonista. É um antioxidante, um cofator enzimático e um agente desintoxicante.

Via de sinalização

Vilon (Lys-Glu): O Vilon atua em três frentes principais: (1) Via da esfingomielina: Ativa a esfingomielinase, que quebra a esfingomielina da membrana celular e gera ceramida — um sinal que regula o crescimento e a morte das células imunes; (2) Ativação de macrófagos: Estimula macrófagos a produzirem IL-1β e óxido nítrico (NO), moléculas importantes na defesa contra infecções e tumores; (3) Epigenética: Entra no núcleo, liga-se ao DNA e "liga" genes de defesa imunológica (como SIRT1) e suprime genes inflamatórios (como CCL11 e HMGB1).

Glutationa (GSH): A glutationa não "ativa" uma via de sinalização — ela PROTEGE as vias celulares contra danos oxidativos. Ao manter o equilíbrio redox (a razão GSH:GSSG), ela impede que radicais livres ativem vias de inflamação (NF-κB) e morte celular. Níveis adequados de GSH permitem que a célula funcione de forma saudável.

Tecidos-alvo

Vilon (Lys-Glu): O sistema imunológico é o alvo principal: o timo, o baço, os linfonodos, a medula óssea e os macrófagos. O Vilon também age no intestino (melhorando a digestão e absorção de nutrientes) e na pele (efeitos antienvelhecimento).

Glutationa (GSH): A glutationa age em TODAS as células do corpo, mas os órgãos com maior demanda são o fígado (desintoxicação), os pulmões (toxinas do ar), o cérebro (sensível ao estresse oxidativo) e o sistema imunológico (linfócitos dependem de GSH).

Apresentações e via de uso

Vilon (Lys-Glu): Pó liofilizado (branco) em frascos de 5-50 mg (mercado cinza). Cápsulas orais (mercado russo).

Glutationa (GSH): Cápsulas orais (GSH reduzida, 250-500 mg), comprimidos sublinguais, pó para solução oral, GSH lipossomal (líquida ou em cápsulas), ampolas para injeção IV, e cremes tópicos.

Timing de administração

Vilon (Lys-Glu): Pela manhã, com ou sem alimentos (se via oral). A administração subcutânea independe de refeições.

Glutationa (GSH): Em jejum, 30-60 minutos antes das refeições, para maximizar a absorção. A GSH lipossomal pode ser tomada a qualquer hora.

Meia-vida

Vilon (Lys-Glu): A meia-vida plasmática exata não foi publicada. Dipeptídeos pequenos como o Vilon são provavelmente degradados em minutos a horas por peptidases plasmáticas. No entanto, seus efeitos epigenéticos podem durar muito mais que sua presença no sangue.

Glutationa (GSH): Extremamente curta: apenas 2-3 minutos após injeção intravenosa. O corpo recicla e utiliza a GSH muito rapidamente.

Dose mínima eficaz

Vilon (Lys-Glu): Em estudos com camundongos, doses de 5 µg/animal/dia por via subcutânea demonstraram efeitos geroprotetores e oncostáticos. Em humanos, as doses empiricamente utilizadas no mercado cinza são de 100-200 µg/dia (via subcutânea) ou 500-1.000 µg/dia (via oral).

Glutationa (GSH): Para efeitos antioxidantes sistêmicos, doses de 250-500 mg/dia de GSH oral (preferencialmente lipossomal) demonstraram aumento dos níveis plasmáticos e eritrocitários de GSH. Para clareamento cutâneo, doses de 500-1.000 mg/dia por 4-12 semanas.

Efeitos adversos comuns

Vilon (Lys-Glu): Não há dados de segurança sistemáticos publicados. Em estudos com animais, a administração crônica de Vilon não causou efeitos desfavoráveis no desenvolvimento. O perfil de segurança é considerado favorável.

Glutationa (GSH): A GSH oral é geralmente bem tolerada. Gases, inchaço abdominal e fezes amolecidas podem ocorrer em doses altas (>1.000 mg/dia). A GSH intravenosa pode causar dor no local da injeção, náusea e tontura.

Contraindicações

Vilon (Lys-Glu): Hipersensibilidade conhecida ao Vilon. Gravidez e amamentação (por falta de dados).

Glutationa (GSH): Hipersensibilidade conhecida à GSH. Asma (risco de broncoespasmo com GSH inalada ou IV). Gravidez e amamentação (segurança não estabelecida).

Interações medicamentosas

Vilon (Lys-Glu): Não foram estudadas. Não é substrato de CYP450. O Vilon pode, em teoria, interagir com imunossupressores e imunoestimulantes.

Glutationa (GSH): A GSH pode reduzir a toxicidade de quimioterápicos (cisplatina, doxorrubicina), mas também pode reduzir sua eficácia antitumoral. Pode interagir com anticoagulantes (varfarina) — monitorar INR.

Exige receita médica

Vilon (Lys-Glu): A venda para uso humano é ilegal no Brasil.

Glutationa (GSH): Não. É um suplemento alimentar de venda livre.

Alerta de risco

Vilon (Lys-Glu): Sem alerta registrado

Glutationa (GSH): Sem alerta registrado

Referências científicas

Vilon (Lys-Glu): 12

Glutationa (GSH): 9

Perguntas frequentes

Qual é a diferença entre Vilon (Lys-Glu) e Glutationa (GSH)?

Vilon (Lys-Glu) pertence à categoria Longevidade e é estudada para anti-envelhecimento. Mecanismo: Não se classifica como agonista ou antagonista. É um biorregulador epigenético — ele regula a expressão de genes do sistema imunológico sem ativar ou bloquear receptores de superfície. Glutationa (GSH) pertence à categoria Longevidade e é estudada para anti-envelhecimento. Mecanismo: Não se classifica como agonista ou antagonista. É um antioxidante, um cofator enzimático e um agente desintoxicante. A diferença prática está no alvo biológico, no objetivo de uso e na força da evidência disponível para cada uma.

Qual das duas tem evidência científica mais forte, Vilon (Lys-Glu) ou Glutationa (GSH)?

Na Enciclopédia dos Peptídeos, Vilon (Lys-Glu) está classificada com grau de evidência C e reúne 12 referência(s) verificada(s); Glutationa (GSH) está com grau A e 9 referência(s). O grau A indica estudos clínicos consistentes em humanos, B evidência moderada ou parcial e C evidência preliminar, pré-clínica ou conflitante. Grau maior significa mais certeza sobre o efeito descrito — não significa que a substância seja mais segura ou indicada para você.

Vilon (Lys-Glu) ou Glutationa (GSH): qual funciona melhor?

Não existe resposta única. A eficácia depende do desfecho avaliado (composição corporal, glicemia, recuperação tecidual, sono, entre outros), da dose, do tempo de uso e do perfil de cada pessoa. Vilon (Lys-Glu) é estudada sobretudo para anti-envelhecimento. Glutationa (GSH) é estudada sobretudo para anti-envelhecimento. Comparar as duas só faz sentido dentro do mesmo objetivo e com o mesmo desfecho clínico medido.

Vilon (Lys-Glu) e Glutationa (GSH) são seguras? Quais os efeitos colaterais?

Vilon (Lys-Glu): Não há dados de segurança sistemáticos publicados. Em estudos com animais, a administração crônica de Vilon não causou efeitos desfavoráveis no desenvolvimento. O perfil de segurança é considerado favorável. Glutationa (GSH): A GSH oral é geralmente bem tolerada. Gases, inchaço abdominal e fezes amolecidas podem ocorrer em doses altas (>1.000 mg/dia). A GSH intravenosa pode causar dor no local da injeção, náusea e tontura. Nenhuma das duas deve ser usada sem avaliação e acompanhamento médico.

Existem contraindicações para Vilon (Lys-Glu) ou Glutationa (GSH)?

Vilon (Lys-Glu): Hipersensibilidade conhecida ao Vilon. Gravidez e amamentação (por falta de dados). Glutationa (GSH): Hipersensibilidade conhecida à GSH. Asma (risco de broncoespasmo com GSH inalada ou IV). Gravidez e amamentação (segurança não estabelecida). Interações medicamentosas relatadas — Vilon (Lys-Glu): Não foram estudadas. Não é substrato de CYP450. O Vilon pode, em teoria, interagir com imunossupressores e imunoestimulantes; Glutationa (GSH): A GSH pode reduzir a toxicidade de quimioterápicos (cisplatina, doxorrubicina), mas também pode reduzir sua eficácia antitumoral. Pode interagir com anticoagulantes (varfarina) — monitorar INR. Gestação, lactação, histórico oncológico e doenças crônicas descompensadas exigem avaliação individual antes de qualquer uso.

Como cada uma é administrada e qual a duração do efeito?

Vilon (Lys-Glu): apresentação e via de uso — Pó liofilizado (branco) em frascos de 5-50 mg (mercado cinza). Cápsulas orais (mercado russo); meia-vida — A meia-vida plasmática exata não foi publicada. Dipeptídeos pequenos como o Vilon são provavelmente degradados em minutos a horas por peptidases plasmáticas. No entanto, seus efeitos epigenéticos podem durar muito mais que sua presença no sangue. Glutationa (GSH): apresentação e via de uso — Cápsulas orais (GSH reduzida, 250-500 mg), comprimidos sublinguais, pó para solução oral, GSH lipossomal (líquida ou em cápsulas), ampolas para injeção IV, e cremes tópicos; meia-vida — Extremamente curta: apenas 2-3 minutos após injeção intravenosa. O corpo recicla e utiliza a GSH muito rapidamente. A meia-vida influencia a frequência das aplicações e a estabilidade dos níveis no organismo.

Vilon (Lys-Glu) e Glutationa (GSH) são aprovadas pela ANVISA e liberadas para atletas?

Status regulatório de Vilon (Lys-Glu): ANVISA — Não aprovado; FDA — não informado nas fontes verificadas; EMA — não informado nas fontes verificadas; WADA — não informado nas fontes verificadas. Status regulatório de Glutationa (GSH): ANVISA — Aprovado ANVISA; FDA — não informado nas fontes verificadas; EMA — não informado nas fontes verificadas; WADA — não informado nas fontes verificadas. Substâncias listadas pela WADA podem gerar sanção em atletas sujeitos a controle antidoping, mesmo com uso terapêutico.

É possível usar Vilon (Lys-Glu) e Glutationa (GSH) juntas?

A combinação de peptídeos não tem, na maioria dos casos, ensaios clínicos que sustentem segurança e benefício adicional. Somar substâncias soma também riscos e efeitos adversos. Qualquer associação deve ser decidida e monitorada por um profissional habilitado.

Como escolher entre Vilon (Lys-Glu) e Glutationa (GSH)?

Comece pelo objetivo clínico, depois avalie o grau de evidência, o perfil de segurança, a via de administração, o status regulatório e o custo do acompanhamento. Esta comparação é informativa e educacional, sem finalidade de prescrição ou recomendação de uso.

Conteúdo informativo e educacional, sem finalidade de prescrição. Dose, indicação e acompanhamento devem ser definidos por um profissional habilitado.

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