Glutationa (GSH)
A glutationa NÃO é um peptídeo sintético criado em laboratório — ela é produzida naturalmente por todas as células do corpo humano. É o antioxidante mais importante e abundante do nosso organismo, essencial para a desintoxicação, o sistema imunológico e a proteção contra o envelhecimento. A versão usada em suplementos e medicamentos é uma cópia sintética idêntica ao peptídeo natural. Foi descoberta em 1888 por J. de Rey-Pailhade. Sua estrutura química foi elucidada em 1921 por Sir Frederick Gowland Hopkins, na Universidade de Cambridge (Reino Unido). Hopkins recebeu o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina de 1929 pela descoberta das vitaminas estimulantes do crescimento — não pela glutationa, embora tenha trabalhado em sua estrutura no mesmo período. A deficiência de glutationa está associada a praticamente todas as doenças crônicas e ao envelhecimento. Infecções, poluição, estresse, toxinas (incluindo álcool e medicamentos) e má alimentação consomem a glutationa do corpo. A suplementação visa restaurar os níveis intracelulares, fortalecendo o sistema imunológico, desintoxicando o fígado e protegendo contra o estresse oxidativo.
A glutationa é vendida mundialmente como suplemento alimentar (cápsulas, comprimidos, pó), cosmético (cremes clareadores) e medicamento (injeções intravenosas em alguns países). NÃO requer aprovação do FDA como medicamento para a maioria das apresentações orais. Na Ásia, a glutationa intravenosa é popular como "clareador de pele". No Brasil, é comercializada como suplemento alimentar e em farmácias de manipulação. Não se classifica como agonista ou antagonista. É um antioxidante, um cofator enzimático e um agente desintoxicante. A glutationa não "ativa" uma via de sinalização — ela PROTEGE as vias celulares contra danos oxidativos. Ao manter o equilíbrio redox (a razão GSH:GSSG), ela impede que radicais livres ativem vias de inflamação (NF-κB) e morte celular. Níveis adequados de GSH permitem que a célula funcione de forma saudável.
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