Comparação científica
SS-31 (Elamipretide) vs Vilon (Lys-Glu)
Critérios objetivos lado a lado: mecanismo, objetivos de uso, grau de evidência, status regulatório e alertas de risco — a partir das fichas verificadas da Enciclopédia dos Peptídeos.
Diferença em 30 segundos
O essencial entre SS-31 (Elamipretide) e Vilon (Lys-Glu) antes da tabela completa.
- Para que serve: SS-31 (Elamipretide): anti-envelhecimento. Vilon (Lys-Glu): anti-envelhecimento.
- Como age: SS-31 (Elamipretide): Não se classifica como agonista ou antagonista. É um estabilizador de cardiolipina — ele "gruda" na cardiolipina e a protege da oxidação, como uma capa protetora.. Vilon (Lys-Glu): Não se classific…
- Força da evidência: SS-31 (Elamipretide): grau A (7 referência(s)). Vilon (Lys-Glu): grau C (12 referência(s)).
- Situação regulatória: SS-31 (Elamipretide): ANVISA Não aprovado. Vilon (Lys-Glu): ANVISA Não aprovado.
- Via de uso: SS-31 (Elamipretide): O Forzinity® (elamipretide) é fornecido como solução injetável pronta para uso em frascos de dose única. No mercado cinza, o pó liofilizado (elamipretide triacetato ou TFA) é en…
Visão geral
SS-31 (Elamipretide)
O nome oficial é D-Arg-Dmt-Lys-Phe-NH₂, mas felizmente todos o chamam de SS-31 ou Elamipretide.
Vilon (Lys-Glu)
O nome oficial é L-lisil-L-glutamato, mas felizmente todos o chamam apenas de Vilon ou KE.
Comparação lado a lado
Modo compacto: toque em um critério para ver os dois peptídeos lado a lado.
Nome científico
SS-31 (Elamipretide): Não informado
Vilon (Lys-Glu): Não informado
Categoria
SS-31 (Elamipretide): Longevidade
Vilon (Lys-Glu): Longevidade
Objetivos de uso
SS-31 (Elamipretide): Anti-envelhecimento
Vilon (Lys-Glu): Anti-envelhecimento
Grau de evidência
SS-31 (Elamipretide): A
Vilon (Lys-Glu): C
Status ANVISA
SS-31 (Elamipretide): Não aprovado
Vilon (Lys-Glu): Não aprovado
Status FDA
SS-31 (Elamipretide): Não informado
Vilon (Lys-Glu): Não informado
Status EMA
SS-31 (Elamipretide): Não informado
Vilon (Lys-Glu): Não informado
Status WADA
SS-31 (Elamipretide): Não informado
Vilon (Lys-Glu): Não informado
Receptores / alvos
SS-31 (Elamipretide): O SS-31 não se liga a um receptor, mas sim a um lipídeo chamado cardiolipina, que é exclusivo da membrana interna da mitocôndria. É como se ele "ancorasse" na parede da usina de energia para protegê-la.
Vilon (Lys-Glu): O Vilon não age em um receptor de superfície celular clássico. Assim como outros peptídeos Khavinson, ele penetra na célula e atua no núcleo, ligando-se diretamente ao DNA e regulando a expressão de genes. Ele também modula a via da esfingomielina, um importante sistema de sinalização celular nos linfócitos.
Tipo de ação
SS-31 (Elamipretide): Não se classifica como agonista ou antagonista. É um estabilizador de cardiolipina — ele "gruda" na cardiolipina e a protege da oxidação, como uma capa protetora.
Vilon (Lys-Glu): Não se classifica como agonista ou antagonista. É um biorregulador epigenético — ele regula a expressão de genes do sistema imunológico sem ativar ou bloquear receptores de superfície.
Via de sinalização
SS-31 (Elamipretide): O SS-31 atua quebrando um "ciclo vicioso" dentro da mitocôndria. Quando a cardiolipina é oxidada por radicais livres, a cadeia transportadora fica desorganizada e produz ainda mais radicais livres. O SS-31 interrompe esse ciclo ao proteger a cardiolipina, restaurando a produção de ATP e reduzindo o vazamento de ROS.
Vilon (Lys-Glu): O Vilon atua em três frentes principais: (1) Via da esfingomielina: Ativa a esfingomielinase, que quebra a esfingomielina da membrana celular e gera ceramida — um sinal que regula o crescimento e a morte das células imunes; (2) Ativação de macrófagos: Estimula macrófagos a produzirem IL-1β e óxido nítrico (NO), moléculas importantes na defesa contra infecções e tumores; (3) Epigenética: Entra no núcleo, liga-se ao DNA e "liga" genes de defesa imunológica (como SIRT1) e suprime genes inflamatórios (como CCL11 e HMGB1).
Tecidos-alvo
SS-31 (Elamipretide): Virtualmente todos os tecidos com alta demanda energética: coração, músculos esqueléticos, cérebro, rins e retina. O SS-31 concentra-se nas mitocôndrias de qualquer célula, mas os tecidos mais ativos metabolicamente são os que mais se beneficiam.
Vilon (Lys-Glu): O sistema imunológico é o alvo principal: o timo, o baço, os linfonodos, a medula óssea e os macrófagos. O Vilon também age no intestino (melhorando a digestão e absorção de nutrientes) e na pele (efeitos antienvelhecimento).
Apresentações e via de uso
SS-31 (Elamipretide): O Forzinity® (elamipretide) é fornecido como solução injetável pronta para uso em frascos de dose única. No mercado cinza, o pó liofilizado (elamipretide triacetato ou TFA) é encontrado em frascos de 5-50 mg.
Vilon (Lys-Glu): Pó liofilizado (branco) em frascos de 5-50 mg (mercado cinza). Cápsulas orais (mercado russo).
Timing de administração
SS-31 (Elamipretide): Administração diária, preferencialmente no mesmo horário. A via subcutânea pode ser aplicada a qualquer hora do dia, com ou sem alimentos.
Vilon (Lys-Glu): Pela manhã, com ou sem alimentos (se via oral). A administração subcutânea independe de refeições.
Meia-vida
SS-31 (Elamipretide): Muito curta: aproximadamente 2 horas no plasma. No entanto, o SS-31 se concentra nas mitocôndrias, onde seus efeitos duram muito mais que sua presença no sangue. Os benefícios clínicos persistem por semanas após a eliminação do fármaco.
Vilon (Lys-Glu): A meia-vida plasmática exata não foi publicada. Dipeptídeos pequenos como o Vilon são provavelmente degradados em minutos a horas por peptidases plasmáticas. No entanto, seus efeitos epigenéticos podem durar muito mais que sua presença no sangue.
Dose mínima eficaz
SS-31 (Elamipretide): Em estudos com animais, doses de 2-5 mg/kg/dia por via subcutânea ou intraperitoneal demonstraram eficácia. Em humanos, a dose clínica de Forzinity® é baseada no peso. Para uso off-label, doses de 4-10 mg/dia SC são empiricamente utilizadas.
Vilon (Lys-Glu): Em estudos com camundongos, doses de 5 µg/animal/dia por via subcutânea demonstraram efeitos geroprotetores e oncostáticos. Em humanos, as doses empiricamente utilizadas no mercado cinza são de 100-200 µg/dia (via subcutânea) ou 500-1.000 µg/dia (via oral).
Efeitos adversos comuns
SS-31 (Elamipretide): Reações no local da injeção (dor, vermelhidão, prurido) são o efeito colateral mais comum, ocorrendo em 30-50% dos pacientes. Estas reações são geralmente leves e transitórias.
Vilon (Lys-Glu): Não há dados de segurança sistemáticos publicados. Em estudos com animais, a administração crônica de Vilon não causou efeitos desfavoráveis no desenvolvimento. O perfil de segurança é considerado favorável.
Contraindicações
SS-31 (Elamipretide): Hipersensibilidade conhecida ao elamipretide ou componentes da formulação. Gravidez e amamentação (por falta de dados).
Vilon (Lys-Glu): Hipersensibilidade conhecida ao Vilon. Gravidez e amamentação (por falta de dados).
Interações medicamentosas
SS-31 (Elamipretide): Não foram identificadas interações medicamentosas significativas nos ensaios clínicos. Não é substrato de CYP450.
Vilon (Lys-Glu): Não foram estudadas. Não é substrato de CYP450. O Vilon pode, em teoria, interagir com imunossupressores e imunoestimulantes.
Exige receita médica
SS-31 (Elamipretide): O Forzinity® não está disponível no Brasil. A venda de SS-31 como produto de pesquisa para uso humano é ilegal.
Vilon (Lys-Glu): A venda para uso humano é ilegal no Brasil.
Alerta de risco
SS-31 (Elamipretide): Sem alerta registrado
Vilon (Lys-Glu): Sem alerta registrado
Referências científicas
SS-31 (Elamipretide): 7
Vilon (Lys-Glu): 12
Perguntas frequentes
Qual é a diferença entre SS-31 (Elamipretide) e Vilon (Lys-Glu)?
SS-31 (Elamipretide) pertence à categoria Longevidade e é estudada para anti-envelhecimento. Mecanismo: Não se classifica como agonista ou antagonista. É um estabilizador de cardiolipina — ele "gruda" na cardiolipina e a protege da oxidação, como uma capa protetora. Vilon (Lys-Glu) pertence à categoria Longevidade e é estudada para anti-envelhecimento. Mecanismo: Não se classifica como agonista ou antagonista. É um biorregulador epigenético — ele regula a expressão de genes do sistema imunológico sem ativar ou bloquear receptores de superfície. A diferença prática está no alvo biológico, no objetivo de uso e na força da evidência disponível para cada uma.
Qual das duas tem evidência científica mais forte, SS-31 (Elamipretide) ou Vilon (Lys-Glu)?
Na Enciclopédia dos Peptídeos, SS-31 (Elamipretide) está classificada com grau de evidência A e reúne 7 referência(s) verificada(s); Vilon (Lys-Glu) está com grau C e 12 referência(s). O grau A indica estudos clínicos consistentes em humanos, B evidência moderada ou parcial e C evidência preliminar, pré-clínica ou conflitante. Grau maior significa mais certeza sobre o efeito descrito — não significa que a substância seja mais segura ou indicada para você.
SS-31 (Elamipretide) ou Vilon (Lys-Glu): qual funciona melhor?
Não existe resposta única. A eficácia depende do desfecho avaliado (composição corporal, glicemia, recuperação tecidual, sono, entre outros), da dose, do tempo de uso e do perfil de cada pessoa. SS-31 (Elamipretide) é estudada sobretudo para anti-envelhecimento. Vilon (Lys-Glu) é estudada sobretudo para anti-envelhecimento. Comparar as duas só faz sentido dentro do mesmo objetivo e com o mesmo desfecho clínico medido.
SS-31 (Elamipretide) e Vilon (Lys-Glu) são seguras? Quais os efeitos colaterais?
SS-31 (Elamipretide): Reações no local da injeção (dor, vermelhidão, prurido) são o efeito colateral mais comum, ocorrendo em 30-50% dos pacientes. Estas reações são geralmente leves e transitórias. Vilon (Lys-Glu): Não há dados de segurança sistemáticos publicados. Em estudos com animais, a administração crônica de Vilon não causou efeitos desfavoráveis no desenvolvimento. O perfil de segurança é considerado favorável. Nenhuma das duas deve ser usada sem avaliação e acompanhamento médico.
Existem contraindicações para SS-31 (Elamipretide) ou Vilon (Lys-Glu)?
SS-31 (Elamipretide): Hipersensibilidade conhecida ao elamipretide ou componentes da formulação. Gravidez e amamentação (por falta de dados). Vilon (Lys-Glu): Hipersensibilidade conhecida ao Vilon. Gravidez e amamentação (por falta de dados). Interações medicamentosas relatadas — SS-31 (Elamipretide): Não foram identificadas interações medicamentosas significativas nos ensaios clínicos. Não é substrato de CYP450; Vilon (Lys-Glu): Não foram estudadas. Não é substrato de CYP450. O Vilon pode, em teoria, interagir com imunossupressores e imunoestimulantes. Gestação, lactação, histórico oncológico e doenças crônicas descompensadas exigem avaliação individual antes de qualquer uso.
Como cada uma é administrada e qual a duração do efeito?
SS-31 (Elamipretide): apresentação e via de uso — O Forzinity® (elamipretide) é fornecido como solução injetável pronta para uso em frascos de dose única. No mercado cinza, o pó liofilizado (elamipretide triacetato ou TFA) é encontrado em frascos de 5-50 mg; meia-vida — Muito curta: aproximadamente 2 horas no plasma. No entanto, o SS-31 se concentra nas mitocôndrias, onde seus efeitos duram muito mais que sua presença no sangue. Os benefícios clínicos persistem por semanas após a eliminação do fármaco. Vilon (Lys-Glu): apresentação e via de uso — Pó liofilizado (branco) em frascos de 5-50 mg (mercado cinza). Cápsulas orais (mercado russo); meia-vida — A meia-vida plasmática exata não foi publicada. Dipeptídeos pequenos como o Vilon são provavelmente degradados em minutos a horas por peptidases plasmáticas. No entanto, seus efeitos epigenéticos podem durar muito mais que sua presença no sangue. A meia-vida influencia a frequência das aplicações e a estabilidade dos níveis no organismo.
SS-31 (Elamipretide) e Vilon (Lys-Glu) são aprovadas pela ANVISA e liberadas para atletas?
Status regulatório de SS-31 (Elamipretide): ANVISA — Não aprovado; FDA — não informado nas fontes verificadas; EMA — não informado nas fontes verificadas; WADA — não informado nas fontes verificadas. Status regulatório de Vilon (Lys-Glu): ANVISA — Não aprovado; FDA — não informado nas fontes verificadas; EMA — não informado nas fontes verificadas; WADA — não informado nas fontes verificadas. Substâncias listadas pela WADA podem gerar sanção em atletas sujeitos a controle antidoping, mesmo com uso terapêutico.
É possível usar SS-31 (Elamipretide) e Vilon (Lys-Glu) juntas?
A combinação de peptídeos não tem, na maioria dos casos, ensaios clínicos que sustentem segurança e benefício adicional. Somar substâncias soma também riscos e efeitos adversos. Qualquer associação deve ser decidida e monitorada por um profissional habilitado.
Como escolher entre SS-31 (Elamipretide) e Vilon (Lys-Glu)?
Comece pelo objetivo clínico, depois avalie o grau de evidência, o perfil de segurança, a via de administração, o status regulatório e o custo do acompanhamento. Esta comparação é informativa e educacional, sem finalidade de prescrição ou recomendação de uso.
Conteúdo informativo e educacional, sem finalidade de prescrição. Dose, indicação e acompanhamento devem ser definidos por um profissional habilitado.
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