Comparação científica
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro) vs Teriparatida (PTH 1-34)
Critérios objetivos lado a lado: mecanismo, objetivos de uso, grau de evidência, status regulatório e alertas de risco — a partir das fichas verificadas da Enciclopédia dos Peptídeos.
Diferença em 30 segundos
O essencial entre Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro) e Teriparatida (PTH 1-34) antes da tabela completa.
- Para que serve: Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): reparo tecidual. Teriparatida (PTH 1-34): reparo tecidual.
- Como age: Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): Não se classifica como agonista ou antagonista. É um biorregulador epigenético — ele regula a expressão de genes sem ativar ou bloquear receptores de superfície.. Teriparatida (PTH 1-34): É u…
- Força da evidência: Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): grau C (2 referência(s)). Teriparatida (PTH 1-34): grau A (15 referência(s)).
- Situação regulatória: Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): ANVISA Não aprovado. Teriparatida (PTH 1-34): ANVISA Aprovado ANVISA.
- Via de uso: Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): Pó liofilizado (branco) em frascos de 5-20 mg (mercado cinza). Cápsulas orais (mercado russo).. Teriparatida (PTH 1-34): Caneta injetora pré-preenchida (Forteo®) contendo…
Visão geral
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro)
O nome oficial é L-alanil-L-α-glutamil-L-α-aspartil-L-prolina, mas felizmente todos o chamam apenas de Cartalax ou AEDP.
Teriparatida (PTH 1-34)
O nome oficial é extremamente longo, descrevendo a sequência de 34 aminoácidos do hormônio da paratireoide. Felizmente, todos a chamam apenas de teriparatida.
Comparação lado a lado
Modo compacto: toque em um critério para ver os dois peptídeos lado a lado.
Nome científico
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): Não informado
Teriparatida (PTH 1-34): Não informado
Categoria
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): Cicatrização
Teriparatida (PTH 1-34): Cicatrização
Objetivos de uso
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): Reparo tecidual
Teriparatida (PTH 1-34): Reparo tecidual
Grau de evidência
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): C
Teriparatida (PTH 1-34): A
Status ANVISA
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): Não aprovado
Teriparatida (PTH 1-34): Aprovado ANVISA
Status FDA
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): Não informado
Teriparatida (PTH 1-34): Não informado
Status EMA
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): Não informado
Teriparatida (PTH 1-34): Não informado
Status WADA
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): Não informado
Teriparatida (PTH 1-34): Não informado
Receptores / alvos
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): O Cartalax não age em um receptor de superfície celular clássico. Assim como outros peptídeos Khavinson, ele penetra na célula e atua no NÚCLEO, ligando-se diretamente ao DNA e funcionando como um "interruptor epigenético" que regula genes de proteção e regeneração da cartilagem.
Teriparatida (PTH 1-34): A teriparatida se liga ao receptor PTH1R, que é como uma "fechadura" presente nas células dos ossos (osteoblastos) e nos rins. É o mesmo receptor ativado pelo hormônio da paratireoide natural.
Tipo de ação
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): Não se classifica como agonista ou antagonista. É um biorregulador epigenético — ele regula a expressão de genes sem ativar ou bloquear receptores de superfície.
Teriparatida (PTH 1-34): É um agonista completo — ela ativa o receptor PTH1R com força total, assim como o hormônio natural.
Via de sinalização
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): O Cartalax entra nos condrócitos (células da cartilagem) e "liga" genes que produzem colágeno tipo II e agrecano — os "tijolos" que formam a matriz da cartilagem. Ao mesmo tempo, ele "desliga" genes que produzem enzimas destrutivas (MMPs) que degradam a cartilagem. O resultado é um equilíbrio positivo: mais construção e menos destruição da cartilagem.
Teriparatida (PTH 1-34): A teriparatida ativa duas vias nas células ósseas: a via do AMPc (que estimula os osteoblastos a produzirem osso novo) e a via do cálcio (que ajuda na comunicação celular). O segredo do sucesso da teriparatida é que ela é administrada em PULSOS (uma injeção diária), o que faz com que os osteoblastos sejam ativados para construir osso. Se o hormônio ficasse elevado o tempo todo (como no hiperparatireoidismo), o efeito seria o oposto: destruição óssea.
Tecidos-alvo
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): As articulações — especificamente a cartilagem que reveste as extremidades dos ossos (cartilagem articular), os discos intervertebrais da coluna, e outros tecidos cartilaginosos como os meniscos.
Teriparatida (PTH 1-34): Os ossos são o alvo principal — especialmente a coluna vertebral e o quadril, onde a osteoporose causa as fraturas mais graves. Os rins também são alvo (a teriparatida aumenta a reabsorção de cálcio e a excreção de fosfato).
Apresentações e via de uso
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): Pó liofilizado (branco) em frascos de 5-20 mg (mercado cinza). Cápsulas orais (mercado russo).
Teriparatida (PTH 1-34): Caneta injetora pré-preenchida (Forteo®) contendo 28 doses de 20 µg cada. A solução já vem pronta para uso. Não há pó liofilizado para reconstituição.
Timing de administração
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): Pela manhã, com ou sem alimentos (se via oral). A administração subcutânea independe de refeições.
Teriparatida (PTH 1-34): A teriparatida pode ser administrada a qualquer hora do dia, mas recomenda-se aplicá-la à noite, antes de deitar, para minimizar a tontura ao levantar (hipotensão ortostática). A injeção deve ser aplicada no mesmo horário todos os dias.
Meia-vida
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): A meia-vida plasmática exata não foi publicada. Tetrapeptídeos não modificados são geralmente degradados em minutos a horas por peptidases plasmáticas. No entanto, seus efeitos epigenéticos podem durar muito mais que sua presença no sangue.
Teriparatida (PTH 1-34): Curta: aproximadamente 1 hora após injeção subcutânea. Isso é intencional — a exposição breve (pulso) é o que permite o efeito de construção óssea.
Dose mínima eficaz
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): Em estudos regionais russos e na prática clínica, as doses típicas de Cartalax são de 100-200 µg por via subcutânea ou 500-1.000 µg por via oral (cápsulas), por 10-30 dias.
Teriparatida (PTH 1-34): A dose padrão aprovada é 20 µg por dia, administrada por injeção subcutânea. Doses menores (10 µg) foram menos eficazes.
Efeitos adversos comuns
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): Não há dados de segurança sistemáticos publicados. Em estudos clínicos e relatos de uso, o Cartalax parece ser bem tolerado, sem efeitos adversos significativos.
Teriparatida (PTH 1-34): Náusea (8-18%), cãibras musculares (2-5%), tontura/hipotensão ortostática (5-10%), e reações no local da injeção (2-5%). A tontura ao levantar é mais comum nas primeiras doses e tende a melhorar.
Contraindicações
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): Hipersensibilidade conhecida ao Cartalax. Gravidez e amamentação (por absoluta falta de dados).
Teriparatida (PTH 1-34): Hipercalcemia pré-existente (cálcio alto no sangue). Doença de Paget óssea ativa. Radioterapia prévia no esqueleto. Crianças e adolescentes com epífises ósseas abertas. Gravidez e amamentação. Insuficiência renal grave.
Interações medicamentosas
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): Não foram estudadas formalmente. O Cartalax pode potencializar o efeito de anti-inflamatórios e analgésicos usados para osteoartrite.
Teriparatida (PTH 1-34): Cuidado com diuréticos tiazídicos (hidroclorotiazida) — podem aumentar o cálcio. Cuidado com digoxina (medicamento para o coração) — o excesso de cálcio pode causar arritmias perigosas. Suplementos de cálcio e vitamina D são geralmente recomendados em conjunto com a teriparatida, mas devem ser monitorados.
Exige receita médica
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): A venda para uso humano é ilegal no Brasil, portanto a questão da receita é secundária.
Teriparatida (PTH 1-34): SIM. A teriparatida é um medicamento de prescrição médica (tarja vermelha), vendido apenas com receita.
Alerta de risco
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): Sem alerta registrado
Teriparatida (PTH 1-34): Sem alerta registrado
Referências científicas
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): 2
Teriparatida (PTH 1-34): 15
Perguntas frequentes
Qual é a diferença entre Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro) e Teriparatida (PTH 1-34)?
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro) pertence à categoria Cicatrização e é estudada para reparo tecidual. Mecanismo: Não se classifica como agonista ou antagonista. É um biorregulador epigenético — ele regula a expressão de genes sem ativar ou bloquear receptores de superfície. Teriparatida (PTH 1-34) pertence à categoria Cicatrização e é estudada para reparo tecidual. Mecanismo: É um agonista completo — ela ativa o receptor PTH1R com força total, assim como o hormônio natural. A diferença prática está no alvo biológico, no objetivo de uso e na força da evidência disponível para cada uma.
Qual das duas tem evidência científica mais forte, Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro) ou Teriparatida (PTH 1-34)?
Na Enciclopédia dos Peptídeos, Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro) está classificada com grau de evidência C e reúne 2 referência(s) verificada(s); Teriparatida (PTH 1-34) está com grau A e 15 referência(s). O grau A indica estudos clínicos consistentes em humanos, B evidência moderada ou parcial e C evidência preliminar, pré-clínica ou conflitante. Grau maior significa mais certeza sobre o efeito descrito — não significa que a substância seja mais segura ou indicada para você.
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro) ou Teriparatida (PTH 1-34): qual funciona melhor?
Não existe resposta única. A eficácia depende do desfecho avaliado (composição corporal, glicemia, recuperação tecidual, sono, entre outros), da dose, do tempo de uso e do perfil de cada pessoa. Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro) é estudada sobretudo para reparo tecidual. Teriparatida (PTH 1-34) é estudada sobretudo para reparo tecidual. Comparar as duas só faz sentido dentro do mesmo objetivo e com o mesmo desfecho clínico medido.
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro) e Teriparatida (PTH 1-34) são seguras? Quais os efeitos colaterais?
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): Não há dados de segurança sistemáticos publicados. Em estudos clínicos e relatos de uso, o Cartalax parece ser bem tolerado, sem efeitos adversos significativos. Teriparatida (PTH 1-34): Náusea (8-18%), cãibras musculares (2-5%), tontura/hipotensão ortostática (5-10%), e reações no local da injeção (2-5%). A tontura ao levantar é mais comum nas primeiras doses e tende a melhorar. Nenhuma das duas deve ser usada sem avaliação e acompanhamento médico.
Existem contraindicações para Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro) ou Teriparatida (PTH 1-34)?
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): Hipersensibilidade conhecida ao Cartalax. Gravidez e amamentação (por absoluta falta de dados). Teriparatida (PTH 1-34): Hipercalcemia pré-existente (cálcio alto no sangue). Doença de Paget óssea ativa. Radioterapia prévia no esqueleto. Crianças e adolescentes com epífises ósseas abertas. Gravidez e amamentação. Insuficiência renal grave. Interações medicamentosas relatadas — Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): Não foram estudadas formalmente. O Cartalax pode potencializar o efeito de anti-inflamatórios e analgésicos usados para osteoartrite; Teriparatida (PTH 1-34): Cuidado com diuréticos tiazídicos (hidroclorotiazida) — podem aumentar o cálcio. Cuidado com digoxina (medicamento para o coração) — o excesso de cálcio pode causar arritmias perigosas. Suplementos de cálcio e vitamina D são geralmente recomendados em conjunto com a teriparatida, mas devem ser monitorados. Gestação, lactação, histórico oncológico e doenças crônicas descompensadas exigem avaliação individual antes de qualquer uso.
Como cada uma é administrada e qual a duração do efeito?
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): apresentação e via de uso — Pó liofilizado (branco) em frascos de 5-20 mg (mercado cinza). Cápsulas orais (mercado russo); meia-vida — A meia-vida plasmática exata não foi publicada. Tetrapeptídeos não modificados são geralmente degradados em minutos a horas por peptidases plasmáticas. No entanto, seus efeitos epigenéticos podem durar muito mais que sua presença no sangue. Teriparatida (PTH 1-34): apresentação e via de uso — Caneta injetora pré-preenchida (Forteo®) contendo 28 doses de 20 µg cada. A solução já vem pronta para uso. Não há pó liofilizado para reconstituição; meia-vida — Curta: aproximadamente 1 hora após injeção subcutânea. Isso é intencional — a exposição breve (pulso) é o que permite o efeito de construção óssea. A meia-vida influencia a frequência das aplicações e a estabilidade dos níveis no organismo.
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro) e Teriparatida (PTH 1-34) são aprovadas pela ANVISA e liberadas para atletas?
Status regulatório de Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): ANVISA — Não aprovado; FDA — não informado nas fontes verificadas; EMA — não informado nas fontes verificadas; WADA — não informado nas fontes verificadas. Status regulatório de Teriparatida (PTH 1-34): ANVISA — Aprovado ANVISA; FDA — não informado nas fontes verificadas; EMA — não informado nas fontes verificadas; WADA — não informado nas fontes verificadas. Substâncias listadas pela WADA podem gerar sanção em atletas sujeitos a controle antidoping, mesmo com uso terapêutico.
É possível usar Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro) e Teriparatida (PTH 1-34) juntas?
A combinação de peptídeos não tem, na maioria dos casos, ensaios clínicos que sustentem segurança e benefício adicional. Somar substâncias soma também riscos e efeitos adversos. Qualquer associação deve ser decidida e monitorada por um profissional habilitado.
Como escolher entre Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro) e Teriparatida (PTH 1-34)?
Comece pelo objetivo clínico, depois avalie o grau de evidência, o perfil de segurança, a via de administração, o status regulatório e o custo do acompanhamento. Esta comparação é informativa e educacional, sem finalidade de prescrição ou recomendação de uso.
Conteúdo informativo e educacional, sem finalidade de prescrição. Dose, indicação e acompanhamento devem ser definidos por um profissional habilitado.
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