Comparação científica
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro) vs BPC-157
Critérios objetivos lado a lado: mecanismo, objetivos de uso, grau de evidência, status regulatório e alertas de risco — a partir das fichas verificadas da Enciclopédia dos Peptídeos.
Diferença em 30 segundos
O essencial entre Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro) e BPC-157 antes da tabela completa.
- Para que serve: Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): reparo tecidual. BPC-157: reparo tecidual.
- Como age: Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): Não se classifica como agonista ou antagonista. É um biorregulador epigenético — ele regula a expressão de genes sem ativar ou bloquear receptores de superfície.. BPC-157: Ele age principalme…
- Força da evidência: Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): grau C (2 referência(s)). BPC-157: grau C (4 referência(s)).
- Situação regulatória: Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): ANVISA Não aprovado. BPC-157: ANVISA Não aprovado.
- Via de uso: Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): Pó liofilizado (branco) em frascos de 5-20 mg (mercado cinza). Cápsulas orais (mercado russo).. BPC-157: Pó liofilizado (parecido com pó branco), comprimidos e raramente s…
Visão geral
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro)
O nome oficial é L-alanil-L-α-glutamil-L-α-aspartil-L-prolina, mas felizmente todos o chamam apenas de Cartalax ou AEDP.
BPC-157
O nome oficial é gigantesco, formado por pedaços de aminoácidos, e quase nunca é usado no dia a dia da pesquisa.
Comparação lado a lado
Modo compacto: toque em um critério para ver os dois peptídeos lado a lado.
Nome científico
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): Não informado
BPC-157: Não informado
Categoria
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): Cicatrização
BPC-157: Cicatrização
Objetivos de uso
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): Reparo tecidual
BPC-157: Reparo tecidual
Grau de evidência
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): C
BPC-157: C
Status ANVISA
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): Não aprovado
BPC-157: Não aprovado
Status FDA
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): Não informado
BPC-157: Não informado
Status EMA
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): Não informado
BPC-157: Não informado
Status WADA
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): Não informado
BPC-157: Não informado
Receptores / alvos
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): O Cartalax não age em um receptor de superfície celular clássico. Assim como outros peptídeos Khavinson, ele penetra na célula e atua no NÚCLEO, ligando-se diretamente ao DNA e funcionando como um "interruptor epigenético" que regula genes de proteção e regeneração da cartilagem.
BPC-157: Ele age principalmente ativando o receptor de angiogênese VEGFR2 (comprovado em cultura de células humanas e em animais), aumenta a presença do receptor do hormônio do crescimento (GHR) e, segundo estudos recentes de modelagem em computador, pode também interagir com outros interruptores celulares chamados domínios SH3.
Tipo de ação
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): Não se classifica como agonista ou antagonista. É um biorregulador epigenético — ele regula a expressão de genes sem ativar ou bloquear receptores de superfície.
BPC-157: Não informado
Via de sinalização
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): O Cartalax entra nos condrócitos (células da cartilagem) e "liga" genes que produzem colágeno tipo II e agrecano — os "tijolos" que formam a matriz da cartilagem. Ao mesmo tempo, ele "desliga" genes que produzem enzimas destrutivas (MMPs) que degradam a cartilagem. O resultado é um equilíbrio positivo: mais construção e menos destruição da cartilagem.
BPC-157: Aciona várias "rotas de reparo" dentro da célula: a rota do óxido nítrico (que dilata vasos), a rota da Akt (sobrevivência celular) e a JAK/STAT (crescimento de tendão e músculo).
Tecidos-alvo
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): As articulações — especificamente a cartilagem que reveste as extremidades dos ossos (cartilagem articular), os discos intervertebrais da coluna, e outros tecidos cartilaginosos como os meniscos.
BPC-157: Principalmente o sistema digestivo (estômago, intestino) e o sistema musculoesquelético (tendões, ligamentos, músculos, ossos).
Apresentações e via de uso
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): Pó liofilizado (branco) em frascos de 5-20 mg (mercado cinza). Cápsulas orais (mercado russo).
BPC-157: Pó liofilizado (parecido com pó branco), comprimidos e raramente spray nasal.
Timing de administração
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): Pela manhã, com ou sem alimentos (se via oral). A administração subcutânea independe de refeições.
BPC-157: Guias sugerem tomar em jejum para a via oral, para não misturar com comida.
Meia-vida
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): A meia-vida plasmática exata não foi publicada. Tetrapeptídeos não modificados são geralmente degradados em minutos a horas por peptidases plasmáticas. No entanto, seus efeitos epigenéticos podem durar muito mais que sua presença no sangue.
BPC-157: Não informado
Dose mínima eficaz
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): Em estudos regionais russos e na prática clínica, as doses típicas de Cartalax são de 100-200 µg por via subcutânea ou 500-1.000 µg por via oral (cápsulas), por 10-30 dias.
BPC-157: Nos ratos, funciona a partir de 10 µg por quilo, o que equivaleria a uns 110 µg para um humano de 70 kg.
Efeitos adversos comuns
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): Não há dados de segurança sistemáticos publicados. Em estudos clínicos e relatos de uso, o Cartalax parece ser bem tolerado, sem efeitos adversos significativos.
BPC-157: Não existe dado humano suficiente para saber. Nos estudos com animais, não viram efeitos colaterais claros.
Contraindicações
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): Hipersensibilidade conhecida ao Cartalax. Gravidez e amamentação (por absoluta falta de dados).
BPC-157: Desconhecidas cientificamente, mas por cautela, pessoas com câncer ativo ou recente não deveriam usar.
Interações medicamentosas
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): Não foram estudadas formalmente. O Cartalax pode potencializar o efeito de anti-inflamatórios e analgésicos usados para osteoartrite.
BPC-157: Sem estudos formais. Teoricamente, cuidado com anticoagulantes (por causa dos vasos) e com anti‑inflamatórios (AINEs), pois ele protege o estômago dos efeitos deles.
Exige receita médica
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): A venda para uso humano é ilegal no Brasil, portanto a questão da receita é secundária.
BPC-157: No Brasil, a venda para humanos é direto ilegal, então a discussão sobre receita perde o sentido.
Alerta de risco
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): Sem alerta registrado
BPC-157: Sem alerta registrado
Referências científicas
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): 2
BPC-157: 4
Perguntas frequentes
Qual é a diferença entre Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro) e BPC-157?
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro) pertence à categoria Cicatrização e é estudada para reparo tecidual. Mecanismo: Não se classifica como agonista ou antagonista. É um biorregulador epigenético — ele regula a expressão de genes sem ativar ou bloquear receptores de superfície. BPC-157 pertence à categoria Cicatrização e é estudada para reparo tecidual. Mecanismo: Ele age principalmente ativando o receptor de angiogênese VEGFR2 (comprovado em cultura de células humanas e em animais), aumenta a presença do receptor do hormônio do crescimento (GHR) e, segundo estudos recentes de modelagem em computador, pode também interagir com outros interruptores celulares chamados domínios SH3. A diferença prática está no alvo biológico, no objetivo de uso e na força da evidência disponível para cada uma.
Qual das duas tem evidência científica mais forte, Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro) ou BPC-157?
Na Enciclopédia dos Peptídeos, Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro) está classificada com grau de evidência C e reúne 2 referência(s) verificada(s); BPC-157 está com grau C e 4 referência(s). O grau A indica estudos clínicos consistentes em humanos, B evidência moderada ou parcial e C evidência preliminar, pré-clínica ou conflitante. Grau maior significa mais certeza sobre o efeito descrito — não significa que a substância seja mais segura ou indicada para você.
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro) ou BPC-157: qual funciona melhor?
Não existe resposta única. A eficácia depende do desfecho avaliado (composição corporal, glicemia, recuperação tecidual, sono, entre outros), da dose, do tempo de uso e do perfil de cada pessoa. Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro) é estudada sobretudo para reparo tecidual. BPC-157 é estudada sobretudo para reparo tecidual. Comparar as duas só faz sentido dentro do mesmo objetivo e com o mesmo desfecho clínico medido.
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro) e BPC-157 são seguras? Quais os efeitos colaterais?
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): Não há dados de segurança sistemáticos publicados. Em estudos clínicos e relatos de uso, o Cartalax parece ser bem tolerado, sem efeitos adversos significativos. BPC-157: Não existe dado humano suficiente para saber. Nos estudos com animais, não viram efeitos colaterais claros. Nenhuma das duas deve ser usada sem avaliação e acompanhamento médico.
Existem contraindicações para Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro) ou BPC-157?
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): Hipersensibilidade conhecida ao Cartalax. Gravidez e amamentação (por absoluta falta de dados). BPC-157: Desconhecidas cientificamente, mas por cautela, pessoas com câncer ativo ou recente não deveriam usar. Interações medicamentosas relatadas — Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): Não foram estudadas formalmente. O Cartalax pode potencializar o efeito de anti-inflamatórios e analgésicos usados para osteoartrite; BPC-157: Sem estudos formais. Teoricamente, cuidado com anticoagulantes (por causa dos vasos) e com anti‑inflamatórios (AINEs), pois ele protege o estômago dos efeitos deles. Gestação, lactação, histórico oncológico e doenças crônicas descompensadas exigem avaliação individual antes de qualquer uso.
Como cada uma é administrada e qual a duração do efeito?
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): apresentação e via de uso — Pó liofilizado (branco) em frascos de 5-20 mg (mercado cinza). Cápsulas orais (mercado russo); meia-vida — A meia-vida plasmática exata não foi publicada. Tetrapeptídeos não modificados são geralmente degradados em minutos a horas por peptidases plasmáticas. No entanto, seus efeitos epigenéticos podem durar muito mais que sua presença no sangue. BPC-157: apresentação e via de uso — Pó liofilizado (parecido com pó branco), comprimidos e raramente spray nasal; meia-vida — não informado nas fontes verificadas. A meia-vida influencia a frequência das aplicações e a estabilidade dos níveis no organismo.
Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro) e BPC-157 são aprovadas pela ANVISA e liberadas para atletas?
Status regulatório de Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro): ANVISA — Não aprovado; FDA — não informado nas fontes verificadas; EMA — não informado nas fontes verificadas; WADA — não informado nas fontes verificadas. Status regulatório de BPC-157: ANVISA — Não aprovado; FDA — não informado nas fontes verificadas; EMA — não informado nas fontes verificadas; WADA — não informado nas fontes verificadas. Substâncias listadas pela WADA podem gerar sanção em atletas sujeitos a controle antidoping, mesmo com uso terapêutico.
É possível usar Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro) e BPC-157 juntas?
A combinação de peptídeos não tem, na maioria dos casos, ensaios clínicos que sustentem segurança e benefício adicional. Somar substâncias soma também riscos e efeitos adversos. Qualquer associação deve ser decidida e monitorada por um profissional habilitado.
Como escolher entre Cartalax (Ala-Glu-Asp-Pro) e BPC-157?
Comece pelo objetivo clínico, depois avalie o grau de evidência, o perfil de segurança, a via de administração, o status regulatório e o custo do acompanhamento. Esta comparação é informativa e educacional, sem finalidade de prescrição ou recomendação de uso.
Conteúdo informativo e educacional, sem finalidade de prescrição. Dose, indicação e acompanhamento devem ser definidos por um profissional habilitado.
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