Ziconotide (Prialt®)

A ziconotide é uma cópia sintética de uma toxina do veneno do caramujo marinho Conus magus. Essa toxina evoluiu para paralisar presas bloqueando canais de cálcio; os cientistas a transformaram em um analgésico potente injetado diretamente no líquido espinhal. A toxina original foi descoberta nos anos 1980 por Baldomero Olivera na Universidade de Utah (EUA). A versão sintética foi desenvolvida pela Neurex Corp. nos anos 1990, culminando na aprovação pelo FDA em 2004. A ziconotide foi criada para tratar dores crônicas intensas que não respondem a opioides (morfina) ou outros analgésicos, como em doentes com câncer ou lesões nervosas graves. Ao contrário da morfina, não causa dependência nem perde efeito com o tempo, mas precisa ser injetada no canal espinhal.

APROVADA. FDA em 2004 (Prialt®) e EMA em 2005. Comercializada inicialmente pela Elan, depois Azur Pharma e Jazz Pharmaceuticals. No Brasil, não tem registro ativo (até 2026). É um bloqueador (antagonista). Não ativa canais; tranca a porta. Ao bloquear a entrada de cálcio, impede a fusão de vesículas com neurotransmissores (como glutamato, substância P) na medula, interrompendo o sinal de dor antes que ele chegue ao cérebro.

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