Pinealon (Glu-Asp-Arg)

O Pinealon é uma versão sintética, criada em laboratório, que mimetiza a função de peptídeos naturalmente produzidos pela glândula pineal. Ele foi desenvolvido a partir de décadas de pesquisa russa sobre peptídeos biorreguladores extraídos de tecidos animais. Foi desenvolvido na Rússia pelo Prof. Vladimir Khavinson e sua equipe no Instituto de Bioregulação e Gerontologia de São Petersburgo, com estudos publicados desde o início dos anos 2000. O envelhecimento cerebral é marcado por perda de neurônios, declínio cognitivo e aumento do estresse oxidativo. Os pesquisadores russos buscavam peptídeos que pudessem "reprogramar" as células cerebrais envelhecidas, restaurando sua função e protegendo-as contra danos.

O Pinealon NÃO é um medicamento aprovado no Ocidente. Na Rússia e em países do Leste Europeu, é comercializado como suplemento alimentar (cápsulas orais) e como produto de pesquisa. Nos EUA, é vendido exclusivamente como "produto químico de pesquisa". Diferentemente da maioria dos peptídeos, o Pinealon não age em um receptor de superfície celular. Ele penetra na célula e entra no NÚCLEO, onde se liga diretamente ao DNA e a proteínas histonas, funcionando como um "interruptor epigenético" que liga genes de proteção neuronal. Não se classifica como agonista ou antagonista. É um biorregulador epigenético — ele regula a expressão de genes sem ativar ou bloquear receptores de superfície. É um conceito farmacológico completamente diferente.

O Pinealon atua em três frentes principais: (1) Epigenética: entra no núcleo, liga-se ao DNA em regiões promotoras de genes e "liga" genes de proteção (como BDNF e FNDC5/irisina) e genes de síntese de serotonina; (2) Antioxidante: reduz o acúmulo de radicais livres (ROS) e ativa enzimas antioxidantes internas; (3) Sobrevivência celular: modula a atividade da caspase-3 (enzima de morte celular), suprime a ativação de ERK 1/2 e reduz a necrose neuronal.

Carregando…