P21 (P021)

O P21 é uma versão sintética, criada em laboratório, de um pedacinho do fator neurotrófico ciliar (CNTF). Os cientistas pegaram apenas a parte mais ativa do CNTF (4 aminoácidos) e a modificaram quimicamente para que ela pudesse atravessar a barreira do cérebro, ser resistente à degradação e ser ativa por via oral. Descoberto em 2010 por uma equipe liderada por Bin Li, Khalid Iqbal e Inge Grundke-Iqbal no New York State Institute for Basic Research in Developmental Disabilities (EUA). O CNTF natural é excelente para proteger neurônios, mas é uma proteína grande que não consegue atravessar a barreira do cérebro, é rapidamente destruída e pode causar reações imunológicas. Os pesquisadores queriam criar uma versão em miniatura que mantivesse os benefícios neuroprotetores do CNTF, mas que pudesse ser tomada como comprimido, chegasse ao cérebro e não causasse reações adversas.

O P21 nunca foi aprovado como medicamento. Em 22 de abril de 2026, o FDA removeu o P21 da lista de Categoria 2 (substâncias com restrições para manipulação), mas ele ainda não está na lista positiva (Categoria 1) e não pode ser legalmente manipulado para uso humano nos EUA. É vendido apenas como "produto químico de pesquisa". O P21 não se liga diretamente ao receptor de CNTF. Em vez disso, ele bloqueia a sinalização de uma proteína chamada LIF (fator inibidor de leucemia), que normalmente "freia" a formação de novos neurônios. Ao bloquear esse freio, o P21 permite que mais neurônios sejam formados. É um inibidor competitivo do LIF. Ele não ativa nem bloqueia diretamente o receptor de CNTF; ele impede que o LIF freie a neurogênese, e ao mesmo tempo aumenta o BDNF, que estimula o crescimento neuronal.

Carregando…