Ocitocina (OT)
A ocitocina é um dos poucos peptídeos desta coleção que é 100% natural e produzido pelo próprio corpo. Ela é fabricada no cérebro (hipotálamo), armazenada na hipófise e liberada em momentos de intimidade: durante o parto, a amamentação, o orgasmo e o abraço. A versão usada como medicamento (Pitocin®) é uma cópia sintética idêntica ao hormônio natural. Foi descoberta em 1906 por Sir Henry Dale (Reino Unido), que observou que extratos de hipófise causavam contrações uterinas. Mas foi Vincent du Vigneaud (EUA) quem determinou sua estrutura química e a sintetizou artificialmente em 1953 — um feito que lhe rendeu o Prêmio Nobel de Química em 1955. A ocitocina foi inicialmente desenvolvida para induzir o parto (contrações uterinas) e prevenir hemorragias pós-parto — e este ainda é seu principal uso médico. Mas com o tempo, os cientistas descobriram que ela regula o vínculo social, a empatia, a confiança e o relaxamento, abrindo caminho para investigações em autismo, ansiedade social e depressão.
SIM, é um medicamento APROVADO. O Pitocin® (ocitocina intravenosa) é aprovado pelo FDA desde 1956 para indução do parto. O Syntocinon® (spray nasal) é aprovado em vários países para facilitar a amamentação, mas NÃO é aprovado pelo FDA para uso psiquiátrico ou social — todo uso para autismo, ansiedade ou "melhora de relacionamentos" é off-label. A ocitocina se conecta a um único tipo de receptor — o Receptor de Ocitocina (OXTR) — que está espalhado pelo cérebro (amígdala, núcleo accumbens) e pelo corpo (útero, glândulas mamárias). É como uma chave que abre uma única fechadura, mas que está presente em muitas portas diferentes. É um agonista completo do receptor de ocitocina — ela ativa o interruptor do vínculo social com força total.
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