MGF (Mechano Growth Factor)

O MGF é um peptídeo que o próprio corpo produz nos músculos em resposta ao exercício intenso ou lesão. A versão usada em pesquisas é uma cópia sintética. Foi descoberto em 1996 por Geoff Goldspink e colaboradores no Royal Free Hospital, em Londres, que observaram que o músculo produz uma forma diferente de IGF-1 quando é alongado ou lesionado. O MGF ativa as células-tronco musculares (células satélites) para reparar o músculo danificado. Os pesquisadores viram potencial para tratar perda muscular (sarcopenia), distrofias musculares, recuperação de lesões e doenças neurodegenerativas como ELA.

O MGF nunca foi aprovado como medicamento. O desenvolvimento foi limitado pela meia-vida extremamente curta (minutos). Uma versão PEGuilada (PEG-MGF) foi criada para durar mais tempo, mas também nunca foi aprovada. Ambas são vendidas apenas como "produtos químicos de pesquisa". Nota importante: um estudo de 2014 não conseguiu reproduzir os efeitos do MGF in vitro, questionando sua eficácia. O MGF ainda se liga ao receptor de IGF-1 (IGF-1R), mas com menor afinidade que o IGF-1 natural. Acredita-se que ele também ative vias de reparo independentes do IGF-1R. É um agonista do IGF-1R, mas com potência menor que o IGF-1 natural.

O MGF ativa preferencialmente a via MAPK/ERK (proliferação de células-tronco), enquanto o IGF-1 natural ativa mais a via PI3K/Akt (crescimento). Essa diferença é fundamental: MGF "acorda" as células-tronco para se multiplicarem; o IGF-1 as "manda" crescer e se diferenciar.

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