GHK-Cu (Copper Tripeptide-1)
O GHK-Cu não foi "inventado" em laboratório — ele já existe naturalmente no nosso corpo. Está presente no plasma sanguíneo, na saliva e na urina. É liberado nos locais de ferimento quando proteínas da matriz extracelular (como o colágeno) são quebradas. O peptídeo sintético usado em produtos é uma cópia idêntica desta molécula natural. Pickart estava investigando os mecanismos do envelhecimento e da regeneração celular. A descoberta de que o GHK diminuía com a idade abriu a possibilidade de repor essa molécula para restaurar a capacidade regenerativa dos tecidos envelhecidos. Ao contrário do BPC-157 e do TB-500, o GHK-Cu teve uma trajetória comercial diferente. Em vez de buscar aprovação como medicamento injetável, ele encontrou seu caminho principalmente na indústria de cosméticos. Desde o final dos anos 1980, está presente em séruns, cremes e loções antienvelhecimento de marcas como Neutrogena, Neova e outras. Existem também formulações para crescimento capilar (Tricomin, Graftcyte) e produtos médicos para cicatrização de feridas (Iamin, BioHeal). Nunca foi aprovado como medicamento injetável pelo FDA, mas seu uso tópico em cosméticos é amplamente estabelecido e regulamentado como ingrediente cosmético.
O GHK-Cu não tem um único "interruptor" celular. Ele funciona mais como um "maestro" que coordena múltiplos sistemas ao mesmo tempo. Estudos mostram que ele interage com integrinas (proteínas da superfície celular) e modula a sinalização de fatores de crescimento como o TGF-β, mas seu mecanismo principal é ainda mais fundamental: ele entra no núcleo das células e influencia diretamente a expressão de milhares de genes.
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