Dihexa (PNB-0408)

O Dihexa é uma versão sintética, criada em laboratório, derivada da angiotensina IV. Ele foi quimicamente modificado para se tornar extremamente estável, atravessar a barreira do cérebro e potencializar a ação do HGF, o "fator de crescimento dos neurônios". Descoberto no início dos anos 2010 por uma equipe de pesquisadores da Washington State University (EUA), liderada pelos Drs. Joseph Harding e John Wright. A doença de Alzheimer destrói as conexões entre os neurônios (sinapses). O Dihexa foi criado para ser o primeiro medicamento capaz de reconstruir essas conexões, ativando o sistema HGF/c-Met, que é o "sinal de construção" do cérebro.

O Dihexa nunca foi aprovado como medicamento. O desenvolvimento clínico parece ter estagnado. O artigo mecanístico de Benoist et al. (2014) foi retratado, e o artigo de McCoy et al. (2013) recebeu uma "Expression of Concern". O composto é vendido apenas como "produto químico de pesquisa". O Dihexa não se liga a um receptor, mas sim a uma proteína chamada HGF (fator de crescimento de hepatócitos). Ele o torna muito mais potente, fazendo com que ele ative com mais força o receptor c-Met, que é o "interruptor de construção" dos neurônios. É um potenciador alostérico do HGF. Ele se liga ao HGF e o torna muito mais eficaz, como um "turbo" para o fator de crescimento natural.

Quando o complexo HGF-Dihexa ativa o receptor c-Met, ele aciona duas vias principais: PI3K/AKT (sobrevivência e crescimento neuronal) e MAPK/ERK (proliferação e diferenciação celular). O resultado é a formação de novas sinapses e o crescimento de novos neurônios.

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