AHK-Cu (Copper Tripeptide-3)

O AHK-Cu não existe naturalmente como molécula livre no corpo humano. Diferente do GHK-Cu — que é um peptídeo endógeno encontrado no plasma — o AHK-Cu foi desenhado especificamente em laboratório como uma variação sintética, inspirada na estrutura do GHK-Cu, mas com o primeiro aminoácido trocado (alanina no lugar da glicina) para potencializar efeitos específicos no folículo capilar. A queda de cabelo — especialmente a alopecia androgenética (calvície comum) — afeta milhões de pessoas e tem opções de tratamento limitadas. Os pesquisadores buscavam moléculas que agissem diretamente no folículo capilar, estimulando seu crescimento e protegendo-o da miniaturização. O AHK-Cu foi desenhado como uma alternativa mais focada que o GHK-Cu, visando especificamente as células da papila dérmica que comandam o ciclo capilar. O AHK-Cu NÃO é um medicamento aprovado para via oral ou injetável. Sua rota comercial tem sido exclusivamente cosmética: está presente em séruns, sprays e loções para o couro cabeludo, frequentemente combinado com GHK-Cu. Marcas como Neova (EUA), Tricomin e diversas empresas asiáticas comercializam produtos tópicos com AHK-Cu. O mercado global de AHK-Cu foi estimado em USD 265,5 milhões em 2023 e é projetado para crescer significativamente.

O AHK-Cu não tem um único "interruptor" celular conhecido. O que a ciência demonstrou até agora é que ele atua por múltiplos caminhos simultâneos: estimula a produção de VEGF (fator de crescimento de vasos sanguíneos), inibe o TGF-β1 (substância que "estrangula" o folículo na calvície), reduz inflamação e estresse oxidativo, e ativa diretamente as células da papila dérmica — o "centro de comando" do folículo capilar.

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