Adipotide (FTPP)
O Adipotide é uma versão sintética, criada em laboratório, que não imita nenhum hormônio natural. Ele é um "caçador-assassino": uma parte reconhece e se liga aos vasos sanguíneos que alimentam a gordura branca, e a outra parte destrói esses vasos, matando as células de gordura por falta de sangue. Descoberto em 2011 por Renata Pasqualini e Wadih Arap, pesquisadores do MD Anderson Cancer Center da Universidade do Texas (EUA). O desenvolvimento clínico foi licenciado para a Arrowhead Pharmaceuticals. A maioria dos medicamentos para obesidade age no cérebro, reduzindo o apetite, o que pode causar efeitos colaterais psiquiátricos. Os pesquisadores queriam uma abordagem completamente diferente: destruir seletivamente as células de gordura, cortando seu suprimento de sangue, como um "infarto controlado" do tecido adiposo.
O desenvolvimento clínico foi interrompido após a Fase I. Um ensaio clínico de Fase I foi iniciado em 2012 pela Arrowhead Pharmaceuticals em pacientes com câncer de próstata resistente à castração e obesidade, mas os resultados nunca foram publicados. A Arrowhead descontinuou o programa e redirecionou seus esforços para terapias de RNA de interferência (RNAi). O Adipotide nunca foi aprovado pelo FDA. O Adipotide funciona como um míssil teleguiado. Sua "cabeça de busca" (domínio CKGGRAKDC) reconhece e se liga a duas proteínas específicas nos vasos sanguíneos que alimentam a gordura branca: a anexina A2 (ANXA2) e a proibitina. Essas proteínas funcionam como "etiquetas" que marcam os vasos da gordura. Não se classifica como agonista ou antagonista. É um "assassino dirigido": ele se liga ao receptor apenas para ser internalizado pela célula e, uma vez dentro, ativa o programa de suicídio celular (apoptose) via mitocôndria.
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