Comparação científica

Vilon (Lys-Glu) vs MOTS-c

Critérios objetivos lado a lado: mecanismo, objetivos de uso, grau de evidência, status regulatório e alertas de risco — a partir das fichas verificadas da Enciclopédia dos Peptídeos.

Diferença em 30 segundos

O essencial entre Vilon (Lys-Glu) e MOTS-c antes da tabela completa.

  • Para que serve: Vilon (Lys-Glu): anti-envelhecimento. MOTS-c: anti-envelhecimento.
  • Como age: Vilon (Lys-Glu): Não se classifica como agonista ou antagonista. É um biorregulador epigenético — ele regula a expressão de genes do sistema imunológico sem ativar ou bloquear receptores de superfície.. MOTS-c: Não se c…
  • Força da evidência: Vilon (Lys-Glu): grau C (12 referência(s)). MOTS-c: grau C (8 referência(s)).
  • Situação regulatória: Vilon (Lys-Glu): ANVISA Não aprovado. MOTS-c: ANVISA Não aprovado.
  • Via de uso: Vilon (Lys-Glu): Pó liofilizado (branco) em frascos de 5-50 mg (mercado cinza). Cápsulas orais (mercado russo).. MOTS-c: Pó liofilizado (branco) em frascos de 5 mg e 10 mg..
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Visão geral

Vilon (Lys-Glu)

O nome oficial é L-lisil-L-glutamato, mas felizmente todos o chamam apenas de Vilon ou KE.

MOTS-c

Por ser um peptídeo de 16 aminoácidos, o nome oficial descreve sua sequência e raramente é usado.

Comparação lado a lado

Modo compacto: toque em um critério para ver os dois peptídeos lado a lado.

Nome científico

Vilon (Lys-Glu): Não informado

MOTS-c: Não informado

Categoria

Vilon (Lys-Glu): Longevidade

MOTS-c: Longevidade

Objetivos de uso

Vilon (Lys-Glu): Anti-envelhecimento

MOTS-c: Anti-envelhecimento

Grau de evidência

Vilon (Lys-Glu): C

MOTS-c: C

Status ANVISA

Vilon (Lys-Glu): Não aprovado

MOTS-c: Não aprovado

Status FDA

Vilon (Lys-Glu): Não informado

MOTS-c: Não informado

Status EMA

Vilon (Lys-Glu): Não informado

MOTS-c: Não informado

Status WADA

Vilon (Lys-Glu): Não informado

MOTS-c: Não informado

Receptores / alvos

Vilon (Lys-Glu): O Vilon não age em um receptor de superfície celular clássico. Assim como outros peptídeos Khavinson, ele penetra na célula e atua no núcleo, ligando-se diretamente ao DNA e regulando a expressão de genes. Ele também modula a via da esfingomielina, um importante sistema de sinalização celular nos linfócitos.

MOTS-c: O MOTS-c não se liga a um receptor específico na superfície da célula. Ele entra diretamente nas células e age lá dentro, ativando a AMPK, uma enzima que funciona como um "sensor de energia" e regula todo o metabolismo celular. Também interage com STAT3 e PGC-1α.

Tipo de ação

Vilon (Lys-Glu): Não se classifica como agonista ou antagonista. É um biorregulador epigenético — ele regula a expressão de genes do sistema imunológico sem ativar ou bloquear receptores de superfície.

MOTS-c: Não se classifica como agonista ou antagonista. É um modulador metabólico: ativa enzimas intracelulares (AMPK) e regula a expressão de genes, como um "interruptor mestre" do metabolismo energético.

Via de sinalização

Vilon (Lys-Glu): O Vilon atua em três frentes principais: (1) Via da esfingomielina: Ativa a esfingomielinase, que quebra a esfingomielina da membrana celular e gera ceramida — um sinal que regula o crescimento e a morte das células imunes; (2) Ativação de macrófagos: Estimula macrófagos a produzirem IL-1β e óxido nítrico (NO), moléculas importantes na defesa contra infecções e tumores; (3) Epigenética: Entra no núcleo, liga-se ao DNA e "liga" genes de defesa imunológica (como SIRT1) e suprime genes inflamatórios (como CCL11 e HMGB1).

MOTS-c: O MOTS-c ativa a AMPK, o "sensor de energia" da célula. Quando a AMPK é ativada, ela aumenta a captação de glicose, queima gordura, estimula a produção de novas mitocôndrias (via PGC-1α) e desliga vias inflamatórias (NF-κB).

Tecidos-alvo

Vilon (Lys-Glu): O sistema imunológico é o alvo principal: o timo, o baço, os linfonodos, a medula óssea e os macrófagos. O Vilon também age no intestino (melhorando a digestão e absorção de nutrientes) e na pele (efeitos antienvelhecimento).

MOTS-c: O principal alvo é o músculo esquelético, onde o MOTS-c aumenta a queima de glicose e gordura. Também age no fígado, no cérebro, nos ossos e no sistema imunológico.

Apresentações e via de uso

Vilon (Lys-Glu): Pó liofilizado (branco) em frascos de 5-50 mg (mercado cinza). Cápsulas orais (mercado russo).

MOTS-c: Pó liofilizado (branco) em frascos de 5 mg e 10 mg.

Timing de administração

Vilon (Lys-Glu): Pela manhã, com ou sem alimentos (se via oral). A administração subcutânea independe de refeições.

MOTS-c: Pela manhã, para evitar insônia (relatada como efeito colateral). Pode ser administrado com ou sem alimentos.

Meia-vida

Vilon (Lys-Glu): A meia-vida plasmática exata não foi publicada. Dipeptídeos pequenos como o Vilon são provavelmente degradados em minutos a horas por peptidases plasmáticas. No entanto, seus efeitos epigenéticos podem durar muito mais que sua presença no sangue.

MOTS-c: Extremamente curta: minutos a horas (dados de fabricante). A baixa estabilidade sistêmica é o principal obstáculo para o desenvolvimento do MOTS-c como medicamento.

Dose mínima eficaz

Vilon (Lys-Glu): Em estudos com camundongos, doses de 5 µg/animal/dia por via subcutânea demonstraram efeitos geroprotetores e oncostáticos. Em humanos, as doses empiricamente utilizadas no mercado cinza são de 100-200 µg/dia (via subcutânea) ou 500-1.000 µg/dia (via oral).

MOTS-c: Em estudos com camundongos, doses de 5-15 mg/kg/dia mostraram eficácia. Para uso humano, as doses empiricamente utilizadas partem de 5-10 mg por dia via subcutânea.

Efeitos adversos comuns

Vilon (Lys-Glu): Não há dados de segurança sistemáticos publicados. Em estudos com animais, a administração crônica de Vilon não causou efeitos desfavoráveis no desenvolvimento. O perfil de segurança é considerado favorável.

MOTS-c: Não há dados de ensaios clínicos controlados. Relatos anedóticos de usuários incluem: aumento da frequência cardíaca, irritação no local da injeção, insônia e febre. Frequências e causalidade não estabelecidas.

Contraindicações

Vilon (Lys-Glu): Hipersensibilidade conhecida ao Vilon. Gravidez e amamentação (por falta de dados).

MOTS-c: Hipersensibilidade conhecida ao MOTS-c. Gravidez e amamentação (por falta de dados).

Interações medicamentosas

Vilon (Lys-Glu): Não foram estudadas. Não é substrato de CYP450. O Vilon pode, em teoria, interagir com imunossupressores e imunoestimulantes.

MOTS-c: Não foram estudadas. Dado que o MOTS-c ativa AMPK, a combinação com outros ativadores de AMPK (metformina, berberina) poderia ter efeito aditivo.

Exige receita médica

Vilon (Lys-Glu): A venda para uso humano é ilegal no Brasil.

MOTS-c: A venda para uso humano é ilegal no Brasil.

Alerta de risco

Vilon (Lys-Glu): Sem alerta registrado

MOTS-c: Sem alerta registrado

Referências científicas

Vilon (Lys-Glu): 12

MOTS-c: 8

Perguntas frequentes

Qual é a diferença entre Vilon (Lys-Glu) e MOTS-c?

Vilon (Lys-Glu) pertence à categoria Longevidade e é estudada para anti-envelhecimento. Mecanismo: Não se classifica como agonista ou antagonista. É um biorregulador epigenético — ele regula a expressão de genes do sistema imunológico sem ativar ou bloquear receptores de superfície. MOTS-c pertence à categoria Longevidade e é estudada para anti-envelhecimento. Mecanismo: Não se classifica como agonista ou antagonista. É um modulador metabólico: ativa enzimas intracelulares (AMPK) e regula a expressão de genes, como um "interruptor mestre" do metabolismo energético. A diferença prática está no alvo biológico, no objetivo de uso e na força da evidência disponível para cada uma.

Qual das duas tem evidência científica mais forte, Vilon (Lys-Glu) ou MOTS-c?

Na Enciclopédia dos Peptídeos, Vilon (Lys-Glu) está classificada com grau de evidência C e reúne 12 referência(s) verificada(s); MOTS-c está com grau C e 8 referência(s). O grau A indica estudos clínicos consistentes em humanos, B evidência moderada ou parcial e C evidência preliminar, pré-clínica ou conflitante. Grau maior significa mais certeza sobre o efeito descrito — não significa que a substância seja mais segura ou indicada para você.

Vilon (Lys-Glu) ou MOTS-c: qual funciona melhor?

Não existe resposta única. A eficácia depende do desfecho avaliado (composição corporal, glicemia, recuperação tecidual, sono, entre outros), da dose, do tempo de uso e do perfil de cada pessoa. Vilon (Lys-Glu) é estudada sobretudo para anti-envelhecimento. MOTS-c é estudada sobretudo para anti-envelhecimento. Comparar as duas só faz sentido dentro do mesmo objetivo e com o mesmo desfecho clínico medido.

Vilon (Lys-Glu) e MOTS-c são seguras? Quais os efeitos colaterais?

Vilon (Lys-Glu): Não há dados de segurança sistemáticos publicados. Em estudos com animais, a administração crônica de Vilon não causou efeitos desfavoráveis no desenvolvimento. O perfil de segurança é considerado favorável. MOTS-c: Não há dados de ensaios clínicos controlados. Relatos anedóticos de usuários incluem: aumento da frequência cardíaca, irritação no local da injeção, insônia e febre. Frequências e causalidade não estabelecidas. Nenhuma das duas deve ser usada sem avaliação e acompanhamento médico.

Existem contraindicações para Vilon (Lys-Glu) ou MOTS-c?

Vilon (Lys-Glu): Hipersensibilidade conhecida ao Vilon. Gravidez e amamentação (por falta de dados). MOTS-c: Hipersensibilidade conhecida ao MOTS-c. Gravidez e amamentação (por falta de dados). Interações medicamentosas relatadas — Vilon (Lys-Glu): Não foram estudadas. Não é substrato de CYP450. O Vilon pode, em teoria, interagir com imunossupressores e imunoestimulantes; MOTS-c: Não foram estudadas. Dado que o MOTS-c ativa AMPK, a combinação com outros ativadores de AMPK (metformina, berberina) poderia ter efeito aditivo. Gestação, lactação, histórico oncológico e doenças crônicas descompensadas exigem avaliação individual antes de qualquer uso.

Como cada uma é administrada e qual a duração do efeito?

Vilon (Lys-Glu): apresentação e via de uso — Pó liofilizado (branco) em frascos de 5-50 mg (mercado cinza). Cápsulas orais (mercado russo); meia-vida — A meia-vida plasmática exata não foi publicada. Dipeptídeos pequenos como o Vilon são provavelmente degradados em minutos a horas por peptidases plasmáticas. No entanto, seus efeitos epigenéticos podem durar muito mais que sua presença no sangue. MOTS-c: apresentação e via de uso — Pó liofilizado (branco) em frascos de 5 mg e 10 mg; meia-vida — Extremamente curta: minutos a horas (dados de fabricante). A baixa estabilidade sistêmica é o principal obstáculo para o desenvolvimento do MOTS-c como medicamento. A meia-vida influencia a frequência das aplicações e a estabilidade dos níveis no organismo.

Vilon (Lys-Glu) e MOTS-c são aprovadas pela ANVISA e liberadas para atletas?

Status regulatório de Vilon (Lys-Glu): ANVISA — Não aprovado; FDA — não informado nas fontes verificadas; EMA — não informado nas fontes verificadas; WADA — não informado nas fontes verificadas. Status regulatório de MOTS-c: ANVISA — Não aprovado; FDA — não informado nas fontes verificadas; EMA — não informado nas fontes verificadas; WADA — não informado nas fontes verificadas. Substâncias listadas pela WADA podem gerar sanção em atletas sujeitos a controle antidoping, mesmo com uso terapêutico.

É possível usar Vilon (Lys-Glu) e MOTS-c juntas?

A combinação de peptídeos não tem, na maioria dos casos, ensaios clínicos que sustentem segurança e benefício adicional. Somar substâncias soma também riscos e efeitos adversos. Qualquer associação deve ser decidida e monitorada por um profissional habilitado.

Como escolher entre Vilon (Lys-Glu) e MOTS-c?

Comece pelo objetivo clínico, depois avalie o grau de evidência, o perfil de segurança, a via de administração, o status regulatório e o custo do acompanhamento. Esta comparação é informativa e educacional, sem finalidade de prescrição ou recomendação de uso.

Conteúdo informativo e educacional, sem finalidade de prescrição. Dose, indicação e acompanhamento devem ser definidos por um profissional habilitado.

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